quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Formação da 2ª fase da OLP-Tarauacá

Poemas produzidos pelos professores com o tema "Lugar onde vivo".


Ó cidade tão pequena
És tu doce menina.
Tão jovem me fascina
No emaranhado da vida caminha.


À noite jovens com graça
Se reúnem na praça.
Outros preferem arruaça
Nos bares e ruas bebem cachaça.


Terra que emana bondade
Sua gente faz caridade.
Mas há também nessa cidade
Os que praticam a maldade.


Cidadezinha de grande beleza
Imponente é a Mãe Natureza.
Com igapós e cachoeiras
E sobreviventes seringueiras.


No outono, se assim posso dizer
Jambos, mangas, frutos a valer.
Apetitosos, nos convidam a lhes comer
E assim nossa fome conter.

Contemplo no horizonte
O pôr-do-sol a me envolver.
A noite chega, o sono bate
Já é hora de adormecer.

A esperança sempre é viva
Não posso entristecer.

O orvalho da manhã
Vem logo me dizer.
Que a terra onde nasci
Mais ainda verei crescer.
Em tu, bela Tarauacá
Vivo com glória e prazer.

Profº Darleilson Cavalcante Brito
Escola 15 de junho

Formação da 2ª fase da OLP-Tarauacá

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Memórias da professora Madalena Ferraz com relação a produção na escola

Minhas memórias
Ah! Como me recordo daquela professora gasguita, vestida com um jaleco branco, deixando aparecer um belo palmo de saia cor de rosa plissada, as pregas arrumadinhas, um tecido fino, aparentando um ar de luxo. Chegava carregada de livros, cadernos, régua na mão.
Mas o que deixou recordação foram os pedidos de redações, quase sempre para abrir ou fechar. O primeiro dia letivo quase sempre iniciava com uma tarefa mais ou menos assim: faça uma redação contando como foram suas férias. Lá se ia eu remexer na memória, sobre o que havia visto, as brincadeiras... O pior era achar a palavra inicial para começar minha história. Depois fluía e danava a escrever...escrever.
A segunda-feira quase sempre a aula iniciava com uma redação. Os temas variavam entre conte como foi o domingo ou fale do passeio que você foi.
Mas quando ia se aproximando a reta final, os temas mudavam. Aí tinha que redigir sobre "a saudade", " o amor", " a felicidade", "o que você pretende quando crescer", etc.
No início bati a cabeça, chorei, mas depois aprendi que para escrever tinha que ter conteúdo, danei a ler, às vezes, já fazia redação antecipada, quando a professora pedia uma redação, já tinha uma noção, era só reescrever. Muitas vezes, fui elogiada, tirava boas notas. Foi assim, que aprendi a gostar de ler e escrever, forçada pelas cobranças de última hora da professora Edna Barroso. Não sei nem se ela ainda vive, mas sei que foram as aulas dela que primeiro me despertou para brincar e jogar com as palavras, dar asas à imaginação e finalmente gostar de ler e escrever.
Maria Madalena Ferraz Martins
Coord. pedagógica do Ensino Médio
Tarauacá- AC

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

FINÁ DE ATO

Vamos nos deliciar mais uma vez com o belo poema declamado por Gertudes no encerramento do nossa Formação!!!

Adispôs de tanto amor
De tanto cheiro cheiroso
De tanto beijo gostoso, nós briguemos
Foi uma briga fatá; eu disse: cabou-se!
Ele disse; cabou-se!
E nós dois fiquemos mudo, sem vontade de falá.
Xinguemos, sim, nós se xinguemos
Como se pode axingá:
-Ô, mandinga de sapo seco!
_Ô, baba de cururu!
_Tu fica no Norte
Que eu vô pru sul
Não quero te ver nem pintado de carvão
Lá no fundo do quintá
E se eu contigo sonhar
Acordo e rezo o Creio em Deus Pai
Pru modi não me assombrá.
É... o Brasil é muito grande
Bem pode nos separar!
Eu engoli um salucio
Ele, engoliu bem uns quatro.
Larguemo o pé pelo mato
Passou-se tantos tempo
Que nem é bom recordar...
Onti, nós se encontremus
Nenhum tentou disfarça
Eu parti pra riba dele
Cum fogo aceso nu oiá
Que se num fosse um cabra de osso
Tava aqui dois pedaço.
Foi tanto cheiro cheiroso...
Foi tanto beijo gostoso...
Antonce nós si alembremos
O Brasil... é tão pequeno
Nem pode nos separa!

Adaptação de Gertrudes da Silva Jimenez Vargas
UNDIME – Rio Branco - AC
POSTADO POR GLEICE - RO BRANCO

Poema da Aluna finalista nas Olimpíadas de Língua Portuguesa em 2008

Aluna finalista: ELAINE COELHO PEDROSA
Idade: 09 ANOS
Série: 4ª SÉRIE
Escola: LUIZA BATISTA DE SOUZA
Professora: SIBELE VIEIRA DA COSTA
Cidade: RIO BRANCO
Estado: ACRE.

Eis o poema:

Minha bela capital

Minha querida cidade
Tu és do Acre a capital,
Estado de muita riqueza
E beleza vegetal.

O Palácio Rio Branco
Para o Acre é memória,
Guarda as lembranças de um povo
Que relutou e fez história.

Oh! Cidade adorada
És símbolo de prosperidade,
Suas crianças estão na escola
E os adultos na faculdade.

Em qualquer lugar que eu vá,
O que vejo é sem igual,
O Parque da Maternidade o Horto Florestal
Revelam o jeito de ser do povo da capital.

Nas ruas da minha cidade
A paz parece reinar,
As crianças brincam de lateiro
Pepetas lançam no ar.

Seringueiras, castanheiras
São árvores do meu quintal,
Prefiro a sombra da Gameleira
Ponto de encontro e carnaval.

Amo o lugar onde vivo.
Amo o verde das matas,
Rio Branco vale mais
Que o ouro e que a prata.

Postado por Gleice - Rio Branco

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Pedido de SOS,Socorro,Ajuda,Auxílio.

Fiiiity!!! Me acode pelo amor dos meus filhinhos.Manda para mim a pauta da segunda formação.PS: adorei o vídeo que você postou,tá quase um ''Esteve Spilberg'' heim??Grande abraço amigão.Valmira.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Traição de Homem (Arnaldo Jabor)



1º) NÃO EXISTE HOMEM FIEL.
Você já pode ter ouvido isso algumas vezes, mas afirmo com propriedade.
Não é desabafo. É palavra de homem que conhece muitos homens e que conhecem, por sua vez, muitas mulheres. Nenhum homem é fiel, mas pode estar fiel, ou porque está apaixonado, algo que não dura muito tempo (no máximo alguns meses – nem se iluda), ou porque está cercado por todos os lados (veremos adiante que não adianta cercá-lo, isso vai se voltar contra você).
A única exceção é o crente extremamente convicto. Se você quer um homem que seja fiel, procure um crente daqueles bitolados, mas agüente as outras conseqüências.
2º) NÃO DESANIME.
O homem é capaz de te trair e de te amar ao mesmo tempo. A traição do homem é hormonal, efêmera, para satisfazer a lascívia. Não é como a da mulher. Mulher tem que admirar para trair; ter algum envolvimento.
O homem só precisa de uma bunda. A mulher precisa de um motivo para trair, o homem precisa de uma mulher.
3º) NÃO FIQUE DESENCANTADA COM A VIDA POR ISSO.
A traição tem seu lado positivo. Até digo, é um mal necessário. O cara que fica cercado, sem trair, é infeliz no casamento, seu desempenho sexual diminui (isso mesmo, o desempenho com a esposa diminui), ele fica mal da cabeça. Entenda de uma vez por todas: homens e mulheres são diferentes. Se quiser alguém que pense como você, vire lésbica (várias já fizeram isso e deu certo), ou case com um veado enrustido que precisa de uma mulher para se enquadrar no modelo social.
Todo ser humano busca a felicidade, a realização. E a realização nada mais é do que a sensação de prazer (isso é química, está tudo no cérebro).
A mulher se realiza satisfazendo o desejo maternal, com a segurança de ter uma família estruturada e saudável, com um bom homem ao lado que a proteja e lhe dê carinho. O homem é mais voltado para a profissão e para a realização pessoal e a realização pessoal dele vem de diversas formas: pode vir com o sentimento de paternidade, com uma família estruturada, etc., mas nunca virá se não puder ter acesso a outras fêmeas e se não puder ter relativo sucesso na profissão.
Se você cercar seu homem (exemplo: mulher que é sócia do marido na empresa), o cara não dá um passo no dia-a-dia (sem ela). Você vai sufocá-lo de tal forma que ele pode até não ter espaço para lhe trair, mas o seu casamento vai durar pouco, ele vai ser gordo (vai buscar a fuga na comida) e vai ser pobre (por que não vai ter a cabeça tranqüila para se desenvolver profissionalmente).
Será um cara sem ambição e sem futuro e você também se prejudicará.
4º) NÃO TENTE MUDAR PARA SEU HOMEM SER FIEL. NÃO ADIANTA.
Silicone, curso de dança sensual, se vestir de enfermeira etc… nada disso vai adiantar. É lógico que quanto mais largada você for, menor a vontade do homem de ficar com você e maior as chances do divórcio. Se for perfeita adiantasse Julia Roberts não tinha casado três vezes.
Até Gisele Bundchen foi largada por Di Caprio; não é você que vai ser diferente (mas é bom não desanimar e sempre dar aquela malhadinha).
O segredo é dar espaço para o homem viajar nos seus desejos (na maioria das vezes, quando ele não está sufocado pela mulher ele nem chega a trair, fica só nas paqueras, troca de olhares). Finja que não sabe que ele dá umas pegadas por fora.. Isso é o segredo para um bom casamento. Deixe ele se distrair, todos precisam de lazer.
5º) SE BUSCA O HOMEM PERFEITO, PODE CONTINUAR VENDO NOVELA DAS SEIS.
Eles não existem nesse conceito que você imagina.
Os homens perfeitos de hoje são aqueles bem desenvolvidos profissionalmente, que traem esporadicamente (uma vez a cada dois meses, por exemplo), mas que respeitam a mulher, ou seja, não gastam o dinheiro da família com amantes, não constituem outra família, não traem muitas vezes, não mantêm relações várias vezes com a mesma mulher (para não criar vínculos) e, sobretudo, são muito discretos: não deixam a esposa (e nem ninguém da sua relação, como amigas, familiares, etc., saberem).
Só, e somente só, um amigo ou outro DELE deve saber, faz parte do prazer do homem contar vantagem sexual.
Pegar e não falar para os amigos é pior do que não pegar.
As traições do homem perfeito geralmente são numa escapulida numa boate, ou com uma garota de programa (usando camisinha e sem fazer sexo oral nela), ou mesmo com uma mulher casada de passagem por sua cidade. O homem perfeito nunca trai com mulheres solteiras. Elas são causadoras de problemas.
Isso remete ao próximo tópico.
6º) ESSE TÓPICO NÃO É PARA AS ESPOSAS – É PARA AS SOLTEIRAS OU AMANTES.
Esqueçam de uma vez por todas esse negócio que homem não gosta de mulher fácil. Homem adora mulher fácil. Se ‘der’ de prima então, é o máximo. Todo homem sabe que não existe mulher santa. Se ela está se fazendo de difícil ele parte para outra. A oferta é muito maior do que a procura. O mercado ta cheio de mulher gostosa. O que homem não gosta é de mulher que liga no dia seguinte. Isso não é ser fácil, é ser problemática (mulher problema). Ou, como se diz na gíria, é pepino puro. O fato de você não ligar para o homem e ele gostar de você não quer dizer que foi por você se fazer de difícil, mas sim por não representar ameaça para ele.
Ele vai ficar com tanta simpatia que você pode até conseguir fisgá-lo e roubá-lo da mulher. Ele vai começar a se envolver sem perceber. Ele vai começar a te procurar. Se ele não te procurar era porque ele só queria aquilo mesmo. Parta para outro e deixe esse em standby. Não vá se vingar, você só piora a situação e não lucra nada com isso. Não se sinta usada, você também fez uso do corpo dele – faz parte do jogo; guarde como um momento bom de sua vida.
7º) 90% DOS HOMENS NÃO QUEREM NADA SÉRIO.
Os 10% restantes estão momentaneamente cansados da vida de balada ou estão ficando com má fama por não estarem casados ou enamorados; por isso procuram casamento. Portanto, são máximas as chances do homem mentir em quase tudo que te fala no primeiro encontro (ele só quer te comer, sempre).
Não seja idiota, aproveite o momento, finja que acredita que ele está apaixonado e dê logo para ele (e corra o risco de fisgá-lo) ou então nem saia com ele.
Fazer doce só agrava a situação, estamos em 2008 e não em 1958. Esqueça os conselhos da sua avó, os tempos são outros.
8º) PARA SER UMA BOA ESPOSA E PARA TER UM CASAMENTO PELO RESTO DA VIDA FAÇA O SEGUINTE:
Tente achar o homem perfeito do 5º item, dê espaço para ele. Não o sufoque. Ele precisa de um tempo para sua satisfação. Seja uma boa esposa, mantenha-se bonita, malhe, tenha uma profissão (não seja dona de casa), seja independente e mantenha o clima legal em casa. Nada de sufoco, de ‘conversar sobre a relação’, de ficar mexendo no celular dele, de ficar apertando o cerco, etc.
Você pode até criar ‘muros’ para ele, mas crie muros invisíveis e não muito altos. Se ele perceber ou ficar sem saída, vai sentir-se ameaçado e o casamento vai começar a ruir.
9º) E AS ÚLTIMAS DICAS:
Se você está revoltada por este e-mail, aqui vão alguns conselhos:
Vá tomar uma água e volte para ler com o espírito desarmado.
Se revoltar quanto ao que está escrito não vai resolver nada em sua vida.
Acreditar que o que está aqui é mentira ou exagero pode ser uma boa técnica (iludir-se faz parte da vida, se você é dessas, boa sorte!).
Mas tudo é a pura verdade.
Esqueça as dicas de revistas femininas!!!
Seu marido/noivo/ namorado te ama, tenha certeza, senão não estaria com você, mas trair é como um remédio; um lubrificante para o motor do carro. Isso é científico, comprovado e imutável.
O homem que você deve buscar para ser feliz é o homem perfeito do item 5º.
Diferente disso ou é crente ou veado ou tem algum trauma (e na maioria dos casos vão ser pobres).
O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que nunca vai encontrar.
Lembre-se sempre, você é a única fêmea do reino animal que dá para um macho sem estar no período fértil. O macho, pela sua característica, está sempre no período fértil, sempre pronto pra procriar. Homem trair é coisa natural e a natureza não muda!
Não queira se vingar da natureza traindo ou tentando ser igual ao homem, pois homens e mulheres não são iguais porque a natureza determinou assim. Homem não engravida e não amamenta. Mulher não broxa. Não se trata de justiça ou igualdade.. É ASSIM E PRONTO! Os peixes nadam, as aves voam e as cobras rastejam. Não mude a natureza, aceite-a!
Espero ter ajudado em alguma coisa.
Traição de homem
Texto de Arnaldo Jabor

sábado, 7 de novembro de 2009

1a etapa de Formação da OLP em Rio Branco



Alguns textos produzidos pelos dois grupos de coordenadores em Rio Branco.
Atividade da oficina 2: voltar ao tempo de escola e relembrar uma experiencia interessante que tiveram com produção de texto.

Meu comentário: A adesão das escolas foi excelente: 52 escolas inscritas, com participação efetiva de 52 coordenadores na 1a etapa de formação.
Agradecimento especial ao professor Manoel Teixeira que me orientou, no periodo de formação, o passo a passo para postagem no blog.

(Gleice - SEME - Rio Branco)

MEMÓRIAS DE UMA EDUCAÇÃO

Lembro-me daquela velha casa que costumávamos chamar de nossa escola ou seria de minha casa?
Era tudo num único espaço. Aquela professora severa com seus alunos e com os filhos também (nos quais me incluo).
Mas, também me lembro o quanto àquela professora era dedicada, organizada e planejava suas aulas á noite com lamparina. Eu me lembro porque estava sempre junto “atrapalhando” porque ela sempre dizia“menina não me atrapalhe”, quando eu pedia uma coisa ou outra.
Aprendi a ler e a escrever, mas não sei se foi antes ou depois de entrar na escola. O fato é que cresci. Segui em frente. Outros professores vieram. Fiz muitas redações mais não lembro os assuntos. Lembro-me das correções. Como poderia esquecer? Aqueles vários pontinhos avermelhados. As minhas letras se perdiam entre tantos.
Certo dia, acreditem, como minha mãe, também me tornei professora e o que aprendi a ensinar: redações sobre minhas férias, teoria da relatividade, tudo que nada tinha a ver com o cotidiano ou sem função social para os alunos. Mas, de repente, começou a vislumbrar no ensino, uma nova vertente: o trabalho com os gêneros textuais. E assim, aqui estou eu, querendo aprender mais sobre.

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Maria Aparecida Moreira da Silva
Coordenadora da escola Duque de Caxias - Rio Branco
(Formação – 22 de outubro de 2009)

CARTA

Rio Branco, 16 de outubro de 2009.

Cara Gleice,

Minhas lembranças da escola são boas, mas começam complicadas porque demorei a aprender a ler e, muito cedo, passei pela humilhação de ser da 1ª série “fraca”, isso foi horrível!
Mas depois que aprendi tudo foi ótimo, tirando Matemática, eu sempre fui aquela aluna que tinha as redações do dia das mães, da árvore, da Independência e quais mais dias tivessem, expostas no mural da escola. E eu fazia as leituras em público desses dias todos. Esses eram, sempre, os temas para escrita.
Acho que levei tão a sério que ainda hoje penso que sei escrever e que posso fazer isso em vários gêneros.
No mais foi bom te ver e voltar a trabalharmos juntas.

Cheiros
Cleonice Duarte
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Cleonice Rodrigues Duarte
Coordenadora das escolas Ione Portela e Castelo Branco - Rio Branco
(Formação – 16 de outubro de 2009)




MEMÓRIAS ESCOLARES
Não gosto de lembrar, pois tive muita dificuldade para aprender a ler. Todos os dias minha professora pedia para tomar minha lição. Como? Se não sabia ler? A famosa lição do dia era a hora do terror. Baixava a cabeça e começava a chorar. Tinha pânico!
E quando ela pedia para que eu desenhasse e escrevesse sobre o que desenhei? Entrava em desespero. Por quê? Eu não sabia escrever, só copiar.
Por isso e por muito mais, odeio lembrar da escola na minha infância.



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Ana (Professora que prefere não ser identificada)
Coordenadora de uma escola de Rio Branco
(Formação – 22 de outubro de 2009)
A ÁRVORE ENCANTADA

Das muitas coisas de minha infância, que guardo na memória, essa é a que mais me marcou. Existia no sítio do meu pai uma majestosa mangueira. Era uma frondosa árvore, imponente com gigantescos galhos e espessa folhagem. Sob seus galhos o mundo era mais alegre, mais bonito, mais cheio de vida. Ela estava sempre disposta a abrigar a todos que dela precisassem.
Eu estudava o ano inteiro, com afinco, para no período das férias ir para o sítio e rever tudo ali, mas, sobretudo, rever aquela magnífica árvore. Para mim aquele era o melhor lugar do mundo. Passava horas olhando o constante tremular das folhas agitadas pelo o vento.
Não foram poucas as vezes que me deitei na grama e fiquei olhando sua beleza e sentindo a paz que ela transmitia. Em nenhum outro lugar me sentia tão feliz. À sombra dela, sentindo o vento fresco batendo no rosto, viajava no mundo da imaginação onde tudo era permitido. Inúmeras viagens fiz à sua sombra. Viajei dias pelo o espaço sideral, visitei vários planetas, atravessei galáxias e muitos outros lugares que não lembro o nome. Fui também o príncipe que despertou a bela adormecida de cem anos de profundo sono. Fui rei, guerreiro, super-herói
Aqueles poucos metros quadrados eram o meu mundo, meu reino, lá tudo era possível. Eu decidia o que podia e o que não podia acontecer. E eu decidi que o meu mundo fosse perfeito. Sem desigualdade, sem injustiça, sem guerra, sem fome. Enfim, era um mundo no qual as pessoas viviam em perfeita harmonia. Era o meu mundo. O mundo dos meus sonhos. Sinto saudades daquele mundo, mas não consigo mais encontrá-lo. Já o procurei nos lugares onde imaginei poder encontrá-lo, mas foi em vão.
E nessa incansável procura voltei meus pensamentos para o velho sítio, e revendo a velha árvore, me veio à mente um episódio no mínimo pitoresco: Estava eu, como era de costume, à sombra da mangueira, deitado de braços abertos olhando para o alto, vendo o frenético movimento das folhas. Os raios do sol com dificuldade penetravam a densa e verdejante folhagem. Em meio ao dançar constante das folhas vi algo de aspecto arredondado e de cor dourada. E um súbito movimento me pôs de pé. Então tentei visualizar melhor o objeto. A princípio achei que fosse uma manga. Idéia que logo descartei, pois lembrei que aquela árvore, apesar de sua idade, nunca havia dado fruto. Mas mesmo assim, fixei meus olhos naquele objeto reluzente. A possibilidade, daquele objeto, ser uma fruta animou-me muito, pois seria o primeiro daquela árvore. E talvez fosse um presente dela para mim. Esse pensamento me encorajou a escalar a árvore e apanhar meu suposto presente.
Sem desviar o olhar, do desejado objeto, me aproximei do tronco da árvore com intenção de escalá-la. E como quem está hipnotizado não hesitei em iniciar a escalada. Com dificuldade alcancei seus primeiros galhos. De lá pude ver que a fruta estava no galho mais elevado da árvore. Mas nem isso me fez desistir, pois estava realmente decidido a alcançá-la. E assim como o náufrago almeja a terra firme precipitei-me naquela empreitada. Embalado pelo ávido desejo de conquistar meu prêmio nem reparava onde pisava. Quando as pontas dos meus dedos já estavam quase tocando aquela preciosidade, notei então, que me faltava o apoio dos pés, tentei segurar em um outro galho. Foi inútil. Todo o meu esforço foi em vão. Estava caindo e tudo em que eu conseguia pensar era naquela manga. Morreria certamente. Pensei. E não comeria a fruta tão desejada. Sei que aquela queda demorou apenas alguns segundos, mas me pareceu uma eternidade. Somente após o impacto no chão foi que me dei conta do que havia feito.
Depois de me socorrer, meu pai disse que iria derrubar a árvore, pois achava que ela possuía poderes sobrenaturais e que era possível que ela, em qualquer dia daqueles, me encantasse.
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Manoel Magalhães Teixeira
Coordenador da Escola Mauricila Sant'Ana - Rio Branco
(Formação – 16 de outubro de 2009)
Rio Branco – AC, 16 de Outubro de 2009.
Querido diário,
Hoje voltei á escola da minha infância, foi uma viagem bem interessante, pois recordei o quanto foi difícil estudar nos meus tempos de criança. A escola era outra, os professores tinham uma forma diferente de ensinar, ás vezes ir para a escola era assustador, pois os castigos eram certos, principalmente se não desse a lição correta. Mas mesmo diante de toda a dificuldade dos tempos de escola na minha infância, o que eu mais queria era aprender a ler e escrever, e não desperdiçava uma oportunidade de pegar uma lição junto com uma turma de adultos que faziam o MOBRAL onde minha tia era professora. Na época eu tinha entre sete e oito anos e caminhávamos todas as noites meia hora na margem do Rio Acre pela praia até chegar á escola, pois morávamos no seringal Porto Carlos próximo de Assis Brasil. Quando cheguei á cidade já estava alfabetizada e fui para o primeiro ano forte. Não me recordo de ter tido uma amizade mais próxima com os professores, pois na verdade o que eu tinha muito era medo deles, com exceção de minha tia Aurora que foi quem me alfabetizou.
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Francisca Carvalho do Rego
Coord. De Ensino da Escola Jornalista José Chalub Leite
(Formação - 16 de outubro de 2009)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

FOTOGRAFIA


Eu fotografei todos vocês com o meu coração!
Beijos da Roselene

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Pátria que se afogou

Éramos três professores, Antônio Lima, Silvania Barreto e Jorge Felix, analisávamos a crônica O Pavão de Rubem Braga, quando fomos surpreendidos pela Pátria que aos berros pedia ajuda:
_ Estou me afogando!
Nós reles educadores abasbacados, não sabíamos o que fazer, boquiabertos com a situação.
_Estou me afogando! – gritava a Pátria com voz rouca e olhos lacrimejantes.
Antônio Lima disse:
_A piscina aí está.
Silvania nada dizia, somente ria.
Jorge Felix completou:
_ Pátria querida! Vá para casa, aqui só tem professores, não tem médicos.
A Pátria levantava os braços e pedia socorro.
Enfim, a confusão se deu por um ruído na comunicação, afogar-se para nós acrianos, é na água, por isso Antonio apressado indicou-lhe a piscina, para que morresse deveras afogada, a Pátria tão amada.
Seria correto talvez dizer...estou me entalando ou me engasgando; quem sabe, como fomos ensinados por nossos pais, um murro nas costas salvaria a Pátria certamente.

(Texto produzido por: Antonio Lima, Silvania Barreto e Jorge Felix em 29/10/2009 , em direito de resposta por termos sido citados por crônica da professora Iracema Alvarez, a gremista Silvio-santista)

Pátria refere-se a professora Iracema que em sendo Pátria reclamou do descaso dos professores em sua salvaguarda.

A Pátria que se afogou

Éramos três professores, analisávamos a crônica de Rubem Braga O

Nossas Crianças são aquilo que as ensinamos pelo exemplo.

Que Deus permita que ensinemos apenas bons exemplos a nossas crianças, pois elas serão o futuro desse País.

Fittipaldy

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A lenda do peixinho dourado


No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa“. Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos. Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse. Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros. Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro. Frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?" Optou pela mudança.Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima. Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo. Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais. Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária. Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações. Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles. Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações? Não hesitou. Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta. Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar. Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia. Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam- se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.Antes de terminar, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.Ninguém acreditou nele.Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbe o bem- estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca. As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama—...
André LuizDo prefácio do livro "LIBERTAÇÀOPsicografia de Francisco Cândido Xavier.
(Enviado por Jorge Felix de Souza Vieira - Epitaciolândia- Acre)

domingo, 1 de novembro de 2009

A FORÇA DA MULHER

Quão virtuosa

No labor do seu dia

Com mil afazeres

Se doa ao lar

Com muita alegria

Ela busca um dia

Alcançar os seus sonhos

Sofre, chora, labuta

Já mais foge da luta

Essas mulheres

De todo Brasil

Segue a modernidade

Sem perder a sensibilidade

Ah! Mulher! Quantas conquistas

Nas mais altas escolas da sociedade

Vamos à glória

Da tua liberdade

Alciene Januário Cavalcante

Maria das Graças Costa de Matos

Rosa Maria Monteiro Saar

(Poema coletivo produzido durante a Formação Presencial da Olimpíada de Língua Portuguesa - Rio Branco, 29 de outubro de 2009)

sábado, 31 de outubro de 2009

POEMA CAIPIRA

Toda vez qui vejo ocê
Sinto um frio esquisito
Me seca a boca na hora
E por dentro eu sorto um grito

Toda vez qui ocê me óia
Me sobe um calor tão estranho
Sinto um fogo na cara
E sou tomada de assanho

Toda vez qui ocê me chama
Pra ir lá na cachoeira
Eu sei qui mió num tem jeito
Saio assim na galopeira

Toda vez qui nóis vem junto
Deste lugar tão bendito
Eu fico mole, mole, mole
Achando ocê tão bunito...

Mas toda vez qui ocê passa
Fingindo qui nem me vê
Eu fico morta por dentro
Mas num desgosto docê...

Rosangela Maluf
(olha que lindinho...lembrei de vocês meninas...com carinho do Jorge Felix)

Artigo de Opinião-Amélia que nada!Sou mulher de verdade sim senhor!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A máquina do amor

Jorge Felix
Estou insone, resolvi escrever, já passa da meia-noite, sai do quarto, calor infernal, para completar um pigarro na garganta me atormenta e olha que eu nem sou fumante e não estou gripado.
Lembrei-me da ‘máquina extraviada’ de José J. Veiga, defronte da piscina, ventinho agradável, observo a rede da Ruth, olho para o quadro do Galvez, uma carapanã me persegue zunindo em meus ouvidos à espreita do meu sangue e em vão tentei matá-la...fugiu a bandida vampiresca.
Acredito que somos meio que máquinas extraviadas, devoradoras miltônicas¹ inadimplentes, luzindo, com polimento impecável, porém com sentimentos ocultos. O amor que escondido teima em libertar-se das engrenagens besuntadas de óleo lubrificante.
Na verdade o que me incomoda é essa efemeridade da vida, quando estamos aprendendo a viver, estamos perto da finitude.
Segundo uma amiga, a Almerinda, o amor enquanto sentimento sublime não acaba, jamais se acabará – e eu completo a assertiva – o que acaba é o encantamento pelo outro. Será que se polirmos bastante a máquina, cultivarmos fittipalticamente² o amor ele permanecerá? As vezes pelo desgaste inexorável das peças não haja como salvar a máquina do amor.
Voltei ao apartamento...vou ler alguma coisa.

(Jorge Felix de Souza Vieira em 28/10/2009)

( texto baseado no texto “A máquina extraviada” de J.J.Veiga)

¹miltônicas refere-se ao professor Milton Francisco que trocou involuntariamente uma palavra por outra leitora por devoradora.
²fittipaldicamente refere ao colega Emerson Fittipaldi que defende a idéia de que o amor deve ser cultivado, cuidado

A máquina do amor

Poemas

4ª série B
Profª Sibele

O TREM

O trem passa, passa às vezes devagar que até me canso e esperar.
O trem passa, passa longe, passa perto, passa até pelo deserto. E não cansa de andar, mas eu que não sou máquina canso de esperar.
Cansei tanto que fui até uma venda para comprar uma fenda, fui lá tomei um chá e após fui comprar!
Ao chegar na estação tomei um susto quando me disseram que ele tinha passado e não havia me esperado!
Ah! Eu fiquei desesperado, fiquei emburrado, fiquei amalucado!!! Foi quando descobri que aquele trem não transportava ninguém!
Fiquei maluco, mais maluco que caco fazendo cuco, então fui para casa comer uma bela asa, ao chegar estavam lá a minha prima e a minha tia Vera em um instante minha prima olhou para cima, pediu mil desculpas, pois acabou a rima


Autora: Elaine Coelho Pedrosa
Aluna da escola Luiza Batista de Souza


JEITOS DIFERENTES DE SER

Um dia, eu estava indo para escola e todos na hora
Recreio brincavam e alguns apontavam para
Mim e riam quando eu falava.

Perguntei do que estavam rindo. Disseram que me
Achavam alegre, mas eu disse: - Não estou entendendo!
Responderam: - Sua cara é toda bagunçada...

Naquela noite dormi muito chateado,
Senti-me rejeitado,
E sonhei com um lugar longe
Talvez lá eu fosse amado.

Com galhos grandes e bonitos uma árvore me
Segura seu tronco era firme marrom
Sua folha o vento levava

Ela disse: - Que bonita floresta!
Aqui somos todos juntos bichos, plantas
E rios enormes, pequenos e coloridos.

Tudo tem seu próprio lugar, tem uma utilidade,
Todos aqui se obedece e assim existem amigos

Quando acordei percebi que bobagem querer
ser igual, com a natureza, aprendi foi um sonho
muito legal.

Eduardo Henrique Nascimento Moreira



O lugar onde vivo

Antigamente diziam que aqui só tinha índio
Aqui era uma cidade muito feia
Hoje é uma cidade transformada
Existe passarela onde todos ficam encantados,
No lugar onde eu vivo
Hoje tem vários lugares de lazer
No Horto Florestal aventuras vamos fazer...
Por Rio Branco quero andar para valer
O rio com suas ondas calmas
Nele aparece até o boto cor de rosa
E poder ir na casa da leitura ou na biblioteca
Fazer aventuras nas asas da imaginação
Tenho orgulho da minha cidade
Posso dizer que ela é a fonte da juventude
Pra quem quer viver uma vida feliz.

Francisca Jercilene de Souza Gomes


O PALHAÇO TIQUE- TAQUE

Lá vem o palhaço,
O nome dele é Tique-Taque,
Ele vem com palhaçadas,
No circo da criançada.

No circo da criançada,
He palhaçadas de montão,
Brincadeiras e piruetas,
Para você do coração.

Há leões do bocão,
Ai que medão,
Não fique com medo,
ele não vai comer não.

Na hora de ir embora,
Criançada já chora,
Mas não chora não
Porque ano que vem,
Vai ter de montão.

Jair Leandro Chaves de Souza.


O lugar onde vivo

Lugar de grandes belezas naturais
Esse é o lugar onde vivo
Nele existem matas, rios, e animais
Onde eu também sobrevivo
Terra de grandes lutadores
Plácido de Castro e Chico Mendes
Com características de grandes heróis.
Lugar com muitas lendas
Como caboclo da mata e boto cor de rosa
Também possui muitas par lendas
Terra com grandes diversidades,
Com presença de fauna e flora
Com uma grande identidade
E é nela onde está minha escola.
Terra com tantas personalidades do Acre
Onde muitos desejam morar
Terra de tribos indígenas Pano e Aruaque
Oh! Meu Deus, obrigado por esse lugar.

Robson Nascimento

Lugar onde vivo

O Palácio Rio Branco
Para o Acre é memória
Guarda as lembranças de um povo
Que relutou e fez historia.

Oh! Cidade adorada
És símbolo de prosperidade
Suas crianças estão na escola
E os adultos na faculdade

Em qualquer lugar que eu vá,
O que vejo é sem igual
O Parque da Maternidade e o Horto Florestal
Relevam o jeito de ser do povo da capital.

Nas ruas da minha cidade
A paz parece reinar
As crianças brincam de lateiro
Pepetas lançam ao ar.

Seringueiras, castanheiras,
São árvores do meu quintal
Prefiro a sombra da gameleira
Ponto de encontro e carnaval

Amo o lugar onde vivo
Amo o verde das matas
Rio Branco vale mais
Do que ouro e prata.


Elaine C. P.

O LUGAR ONDE VIVO

O lugar onde vivo não tem tantos perigos
Com peixes no mar que nadam sem parar
E depois ficam brincando de pega-pega nas ondas da praia
Os pássaros do céu que voa até a terra do leite e mel
As águas do mar que o vento assopra e vai embora.
Os lixos nas ruas que são jogados na rua
Não podem ser assim,
Devemos colocar no lixeiro
Para que não polua nossa natureza
As cerâmicas da cultura que às vezes colocam no museu
E vira o mistério que vamos viajar no mundo aéreo, que fascínio
Você percebe o quanto estou falando da cidade
Porque não tem outra igual, é sensacional
Agora chegou a hora de ir embora
Para o mundo mágico cantar histórias

Rosemayra Silva de Souza

MULHER ATUAL

Tu és mulher,
Tu és maravilhosa,
Tu és grandiosa,
Tu és incomparável,

Mulher das mil maravilhas,
Mulher de obra tão grandiosa,
Mulher de essência incomparável,
Mulher sempre, sempre... mulher

Quem és tu mulher atual...
Quem tu es diante de tanta qualidades
Quem vem se comparar com tanta grandeza
Quem vive, es tu mulher de mil atualidades.


Sibele Costa
Para: ‘Todas as amadas’

Relatório da 1ª formação - Sta Rosa do Purus

O Curso de formação de professores para o Concurso das Olimpíadas da Língua Portuguesa, das Escolas Municipais Antonia Fernandes de Moura e Dr. Celso Cosme Salgado, na cidade de Santa Rosa do Purus, foi realizado nos dias 24 e 25 de outubro respectivamente, e contou com a presença de 15 professores e 07 coordenadores.

O material fornecido no curso para a formação dos professores e coordenadores foi disponibilizado em pastas fornecidas pele SEME, a qual não mediu esforços para o sucesso da formação. Foram trabalhados vários textos e também as fichas em seqüências, sempre com o foco nos gêneros textuais. A participação dos formandos foi muito importante para o sucesso da formação. A professora “Fatinha”, como é conhecida no meio acadêmico, (coordenadora da SEME), teve uma participação toda especial, sempre colaborando e ajudando nos debates, nas formações de grupos de trabalhos e com suas intervenções.


Nossa expectativa foi a melhor possível, consideramos uma boa formação e esperamos melhorar ainda mais na próxima.


Técnico Formador: Antônio Augusto Galvão


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Memória

ONTEM, DESALENTO... HOJE, BONS MOMENTOS!


















Texto de memórias produzido por
Gislaine Rocha – Tarauacá -Acre

Lembro-me muito bem de tempos de outrora. Na cidadezinha onde eu morava, as mulheres começavam cedo a labuta. Viviam para os seus maridos e para os afazeres do lar, sem ao menos ter tempo para sonhar. Acordavam ainda de madrugada, para passar o cafezinho, tão almejado pelos mandões da casa. Depois, iam para o tanque lavar as roupas da família, cuidar dos filhos e educá-los, para que pudessem ter um futuro melhor. Mesmo com tanto esforço, nunca agradavam seus esposos, que sempre achavam que era pouco, mesmo que elas tudo fizessem para agradá-los.
Comigo não era diferente. Eu trabalhava como escrava para cuidar da minha família e do lar. Tive 12 filhos, seis homens e seis mulheres, que sempre eduquei com muito amor, apesar de tanto sofrimento. Para o meu marido, eu era apenas mais uma peça da casa, uma mulher que só tinha obrigações e nunca podia fazer nada que não tivesse relação com o trabalho diário. Não ia à missa, nem ao mercado, muito menos apreciar as embarcações na beira do rio, um dos poucos lazeres da época, já que não tínhamos estradas e nem pista de pouso para aviões. Na verdade, nunca tinha visto um ao vivo, só muito tempo depois, pela televisão. Assim, todos os visitantes chegavam à nossa cidadezinha em lindos barcos, que vinham do Amazonas. Mas eu, coitada, jamais poderia desfrutar desses momentos felizes.
Meu marido trabalhava no mercado, matava bois e porcos, cortava a carne e vendia. Naquele tempo as pessoas tinham que ir ao mercado municipal antes da aurora do dia, pois tinham que fazer uma grande fila para poder comprar carne. A vida também não era fácil para ele, que tinha que pôr comida na mesa para catorze pessoas, sem contar os parentes que sempre apareciam na hora das refeições. Ele passava o dia fora trabalhando, por isso, creio eu, chegava sempre mal humorado, gritando comigo e com os filhos, sem nada de errado termos feito. De noite, quando as crianças dormiam, ele vinha à minha procura, sedento e violento, querendo arrancar de mim carícias que eu lhe dava sem contestar, mesmo contra a minha vontade, porque ai de mim se não o agradasse nessas horas. Se isso acontecesse, eu era logo acusada de traição e de mulher libertina. Então, com medo de ser espancada, eu sempre cedia aos seus desejos mais ferozes. Depois, saciado, ele dormia. E eu ficava ali, com a sensação de que aquela era a vida que Deus tinha me dado e, por isso eu deveria aceitar tudo, sem reclamar.
Essa era a minha vida: lavava, passava, cozinhava e cuidava dos filhos. Todo dia era a mesma coisa. Não tinha domingo e nem feriado. Era todo dia a mesma coisa.
Muitos anos se passaram, hoje tenho 65 anos. Fiquei viúva aos 35. Sofri muito, mas consegui criar meus filhos para que se tornassem pessoas de bem, mesmo vivendo na pobreza. Mas, ser pobre não é defeito. O que importa é o caráter.
Meus filhos cresceram, estudaram. Hoje são todos bem empregados. Minhas filhas não sofrem como eu sofri, são independentes e livres. Conquistaram seus espaços. São felizes. Eu acho que também fui feliz, mesmo sofrendo tudo que sofri.
Afinal o tempo passou e as coisas mudaram. Agora as mulheres também têm direitos. O progresso chegou e as pessoas se comportam de forma diferente daquela época. Tudo evoluiu. Hoje posso dizer que sou ainda mais feliz, pois vivo no meu cantinho, não passo mais necessidades e vejo o quanto meus filhos são felizes, porque o que vale para uma mãe é isso. Quanto ao meu marido já está de osso branco há muito tempo, pagando os pecados que cometeu aqui na Terra. E eu, ainda estou aqui, até quando Deus permitir.


MEMÓRIAS DE UMA MULHER REBELDE

Produzido por Francicleia - Tarauacá -Ac
Na cidade pacata de Tarauacá, ainda com poucas ruas e um ambiente bem rupestre, nasci. Uma menina frágil, dócil e serena. Mais uma mulher que seria preparada para a vida sofrida e conformada que deveriam ter as mulheres, consideradas apenas como propriedade de seus maridos. Lembro quando minha mãe contava que a vida das mulheres de sua época era bem diferente das de hoje. Eram criadas e ensinadas para casar, procriar e obedecer a seus esposos. As moças que não conseguiam casar e eram mães solteiras sofriam preconceitos perante toda a sociedade. Minha mãe costumava contar, em muitos de seus conselhos, que elas moravam em um lugar afastado da cidade, conhecido como Rua da Aninga, hoje João Pessoa. Era um igapó, com enormes trapiches e casas de madeira. Não freqüentavam festas e locais da cidade, enquanto as pessoas “de bem” ainda andavam pela rua. Só saiam à noite. E para sustentar os filhos, obrigavam-se a receber homens à noite. Que por sinal, era um lugar bem freqüentado por eles.
As moças não podiam fazer amizade com mães solteiras, pois sua reputação ficaria prejudicada. E os boatos e falatórios eram intensos.
Passados alguns anos, cresci, em meio ao preconceito e minha visão avançada. Tornei-me uma jovem rebelde, que não via mal algum e nem diferença entre as mulheres, chegando até a fazer amizade com elas. Isso me rendeu muitos dissabores e tristezas, pois minha mãe não aceitava que eu fosse assim. Ela tentava me criar como foi criada, mas nunca aceitei, pois gostava mais de atividades, que eram propriamente dos homens e eu não suportava trabalhos domésticos.
A cidade começou a crescer, e a situação da mulher foi melhorando. Ganhou o direito de votar, de trabalhar, de receber o mesmo ordenado e de exercer funções importantes tanto quanto os homens. Aquelas diferenças de outrora aos poucos foram se desfazendo. Com as inovações tecnológicas, o preconceito foi diminuindo, dando lugar a uma mentalidade revolucionária e dinâmica. Isso se deu a inúmeras conquistas, lutas e muito sofrimento.
Hoje, a mulher tem um papel importante e promissor no mundo. Ela é o eixo principal da família, conseguindo também conciliar família e trabalho, bem como realizar atividades importantes no contexto social vigente.
Em minhas reminiscências, recordo esse percurso e vejo a mulher que sou hoje: independente, trabalhadora, realizada como mãe e como profissional, com liberdade e arbítrio para fazer o que desejar. É verdade que nem todas se encontram nessa realidade, mas a luta continua.

Poemas

Mulher, “Luz que Brilha”.

Como flor foi comparada
Suave, meiga e delicada
Porém a flor tem espinhos
E a mulher, somente carinho.

Mulher é o mais aprazível
Entre todos os desejos dos homens
Sem ela ele não vive plenamente
Adora tanto a mulher que...

Quando não a conquista
Tenta virar uma, apenas pelo puro prazer
De sentir seu perfume, seu cheiro, seus amores...
Tuas conquistas e tuas lutas são exemplo de tua força.

Honrosa e vitoriosa tens no homem seu eterno e maior apoio.
É lamentável que ainda na sociedade
A mulher seja discriminada, pois tem a mesma capacidade do homem
E em muitas vezes o supera.

Conquistaste à sociedade
Alcançaste os mais altos níveis
Agora está preparada
Para governar este país.

(Autores: Antonio Lima, Fittipaldy, Jorge Felix, Silvania Barreto)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Capacitação de Plácido de Castro, Dias 21, 22 e 23 de Outubro.

"Capacitação de Professores e Coordenadores para a Olímpiada de Língua Portuguesa - em Plácido de Castro"
















Receita para uma Oficina de Língua Portuguesa
Ingredientes:
100% de disposição;
100% de interesse;
100% de participação;
100% de amor;
100% de dedicação;
100% de Sabedoria;
100% de Dinâmica;
100% de Gentileza;
1 porção de alegria; Transferência de conhecimento a gosto,
Diversos agrupamentos de gêneros textuais;
Modo de Preparar:
Junte a disposição e o interesse com a participação, misture com a alegria e com amor. Com dedicação transfira o conhecimento para um ambiente adequado em contato com os diversos agrupamentos textuais.
Modo de Servir:
Com sabedoria, dinâmica e gentileza sirva as porções.
Professoras: Vânia Maria Feitosa, Elizabeth Fiuza e Maria Nalú Azevedo.

"Lembro-me muito bem de minhas primeiras produções, e me vem logo a memória o meu querido e amado mestre Profº Raimundo de Oliveira, pedagogo e poeta.

Meu mestre era um poeta, desenhista, cantor e acima de tudo um ser humano iluminado. Todos os dias ao chegarmos a escola ele tinha sempre uma poesia a ser recitada por um dos alunos. Após esse momento era escolhida uma palavra da poesia que o meu mestre transformava em desenho e nos incentivava a produzir um texto onde não havia regras impostas, porém sempre nos lembrava que precisaria ser uma composição organizada e com toda a pontuação bem colocada. E o melhor de tudo era que no final a melhor composição viraria uma linda poesia nas palavras do meu amado e saudoso mestre. E hoje seguindo a mesma profissão faço reflexões constantes sobre aquele tempo e sei que tudo que aprendi e um pouco do que sou enquanto profissional, devo àquele senhor cinquentão, simpático e acima de tudo apegado a sua arte: Um grande cantador de poesia.

Não esquecendo que hoje meu hobby é ler e esse gosto pela leitura eu atribuo sempre ao meu mestre".
Professora: Maria Andrade dos Santos Lima


"OFICINA PRECIOSA"
Quando recebi o convite
para vir participar
já comecei a pensar.
Será que esta oficina
vai mesmo nos ajudar?
Entre as coisas mais bela
esta é uma das tais
explicada com clareza
e também com muita firmeza.
Parabéns a amiga VALMIRA
a nossa coordenadora
competente e eficaz
e aos participantes
que não esqueçam jamais.
Com a sequência didática
é melhor de se trabalhar
o professor não se perde
o aluno aprende
os dois só tem a ganhar.
Para fazer uma avaliação
da oficina da Olímpiada
Cada grupo ficou em prontidão
Trabalhar um tema definido
por ser o primeiro artigo de opinião
O segundo ficou, com memória em ação
recordando o passado
que guardou no coração.
As aulas da infância como
as de hoje é uma bênção
a forma de como se trabalha
uma boa dedicação.
O terceiro grupo trabalhou
o genêro chamado poema
cada mestre fazendo suas rimas
encadeado pelo genêro
Os poetas desse grupo
faz toda avaliação
da oficina decorrida
de todos esses três dias
Vamos se despedir hoje ao meio dia
todos pra suas casa com alegria".

Professora: Maria de Lourdes Wallner


Relatório

A oficina de formação presencial para professores do 5º ano, de Língua Portuguesa do 6º ao 9º do Ensino Fundamental, 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio, Coordenadores de Ensino e Pedagógicos da Rede Estadual de Ensino de Plácido de Castro, teve início no dia 21 de outubro de 2009, às 8:00 horas com a presença de 31 participantes.

Foi trabalhado todos as fichas em sequência conforme a proposta, acrescentando algumas atividades complementares para verificar o nível de conhecimentos dos participantes em leitura e escrita com foco nos gêneros textuais.

Técnica Formadora: Valmira Lucena e Souza
Plácido de Castro - Acre, 27 de Outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

TEXTO VENCEDOR DE ARTIGO DE OPINIÃO - CRUZEIRO DO SUL




Olá, povo de Deus!

Continuarei a apresentar os textos, sendo agora o Artigo de Opinião. Perdão pelo atraso, bom uso nas formações (espero que não chegue tão tarde!) Abraço a todos. Sernízia Araújo.


BR - 364: DESENVOLVIMENTO OU PRESERVAÇÃO?

Aluno: Abraão da Silva Lima

O acreano é conhecido por trocar o desenvolvimento pela preservação da floresta. Em Cruzeiro do Sul, lugar onde vivo, também não é diferente. Minha terra natal hoje conta com cerca de 80.000 habitantes, é a segunda cidade acreana mais populosa. O povo da nossa região tem a mania de dizer que somos a ponta do Brasil, onde o vento faz a curva e que o açaí é a uva das bandas de lá. O município está localizado no vale do Juruá, distante 645 quilômetros da capital Rio Branco.
Há vinte anos surgiu o desafio de integrar todo o Acre através da BR - 364. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal prevê investimentos em torno de 672 milhões de reais para a pavimentação da rodovia, o que vem causando divergências de opiniões não só da cidade, mas em todo o Estado. Pequena parte da população se posiciona contra, argumentando que a construção da rodovia causará sérios danos à natureza. A ex-ministra do Meio Ambiente e atual senadora acreana Marina Silva, há alguns anos, solicitou o embargo da obra para saber se ela causaria, ou não, impactos ao meio ambiente. Segundo ela, a construção da obra foi iniciada sem os devidos estudos ambientais. As pessoas contrárias argumentam que a criminalidade aumentará, pois a rodovia interligará Cruzeiro do Sul não só à capital, mas sim a todo o Brasil.
Assim como eu, a maioria da população é favorável à pavimentação da rodovia, pois ela, quando concluída, trará como retorno a geração de empregos. Consequentemente, proporcionará a melhoria da qualidade de vida da população e o desenvolvimento, desde que seja de maneira sustentável, ou seja, devemos usar o que a natureza nos proporciona de maneira racional para que as futuras gerações tenham acesso aos mesmos recursos.
Tenho plena convicção de que a conclusão dessa rodovia trará vários benefícios não somente para os cruzeirenses como para todo o vale do Juruá e para o Acre de maneira geral. Observo que nos últimos dez anos a BR-364 vem sendo aberta consecutivamente no período do verão, há uma redução significativa do preço dos produtos comercializados em nossa cidade, se comparada ao período de inverno, quando a rodovia encontra-se sem tráfego devido às chuvas.
A nossa região, por estar localizada em plena Floresta Amazônica, tem belos pontos turísticos, como o Igarapé Preto, o Parque Nacional da Serra do Divisor, sem falar no novenário em honra à padroeira Nossa Senhora da Glória, que é considerada a segunda maior manifestação de fé da região Norte, sendo superada somente pelo Círio de Nazaré, em Belém. A conclusão dessa rodovia atrairia vários turistas para a região e, consequentemente, a geração de renda na cidade, ou seja, haveria uma diversificação da economia local.
Sou plenamente favorável à pavimentação da BR-364, pois ela, quando concluída, será um atrativo para a instalação de indústrias e empresas para nossa região, gerando assim emprego e renda para a população. Também proporcionará a integração de todo o Acre. O governo garantiu que a rodovia será pavimentada até 2010. Espero que o sonho dos acreanos, em especial dos cruzeirenses, se realize o mais breve possível, pois só assim viveremos dias melhores.
Professora: Maria de Fátima do Monte Souza Escola: Flodoardo Cabral
Cidade: Cruzeiro do Sul - AC

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Lógica de Einstein

Duas crianças estavam patinando num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
Como você conseguiu fazer isso?É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, o gênio Albert Einstein que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram: - Pode nos dizer como?
É simples - respondeu Einstein -não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.
'Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,capacita os escolhidos'. Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança. (Albert Einstein)

Conclusão : Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.

Recebi do meu Amigo João Cláudio (Capixaba)

Fittipaldy

TEXTOS FINALISTAS DE CRUZEIRO DO SUL EM 2008







Olá pessoal!

Estamos enviando o texto finalista de MEMÓRIAS e o texto vencedor de ARTIGO DE OPINIÃO, para que seja degustado e aproveitado nas formações! Abraço e boa sorte a todos!


Sernízia Araújo - Cruzeiro do Sul



Lá onde o vento faz a curva


Aluna: Caroline Souza de Freitas



Era uma manhã quente do mês de julho. Abri a janela do meu quarto, olhei as crianças que brincavam em frente a minha casa. No mesmo instante foi como se tivesse passado um filme na minha memória.

Lembrei de que no rio que cortava a cidade pessoas banhavam-se e lavavam roupas. Os barcos pequenos atracavam onde hoje se encontra a praça de táxi. Era tudo muito verde: os pastos, gramados e capoeiras. Tudo misturava-se com a cidade. Em meio ao verde refrescante lojas e edifícios aumentavam o calor deste lugar.

Naquele tempo as notícias eram a especialidade do Zezinho Caçote. Ele passava as 24 horas do dia com o rádio a pilha sintonizado na BBC de Londres, na Voz da Amérida, e na Rádio Globo. E nada escapava aos ouvidos desse senhor que perambulava pelas ruas da cidade com o rádio apoiado no ombro. Além de dar as notícias do Brasil e do mundo, Zezinho se comprazia em encher o interlocutor de perguntas intrigantes: "Sabe o que é guerra fria?", "Os russos ainda têm muitas ogivas nucleares?". Mas, quando o negócio era a previsão do tempo, os moradores recorriam ao Deodato, o carregador de água, que dizia: "Amanhã vai chover". E, se alguém no dia seguinte vinha cobrar a chuva que não caira, ele não se dava por derrotado, respondia dizendo que de fato não chovera, mas com certeza o temporal havia atingido as cabeceiras dos rios.

Os meios de transporte mais utilizados eram o carro de boi, cavalos, canoas e as chatas - tipo de barco que transportavam as borrachas dos seringais para os centros de comercialização. Para se comprar carne no único mercado era uma luta, as pessoas tinham que chegar de madrugada e deixar um cesta amarrada numa corda chamada "cobrinha" e torcer para ainda haver carne no momento de ser atendido.

Toda noite nos reuníamos e os mais velhos contavam histórias de assombrações, reis, rainhas e fantasmas.

Antigamente, havia a brincadeira do bumba-meu-boi, ocasião em que as pessoas se divertiam e as crianças morriam de medo dos caretas, que eram os homens mascarados.

Naquela época, as festas eram a especialidade do Ibianez. Foi ele o introdutor da festa do boi-bumbá e da marujada em Cruzeiro do Sul. Negro, forte, atarracado, o Ibianez alegrava as famílias batendo de porta em porta com seus versos ritmados de marujo. Festa com ele só tinha hora pra começar.

Ah, como eu tenho saudades desse tempo! Esses acontecimentos eram propícios para encontros de amigos e namorados. Ali ninguém tinha maldade nocoração, só queríamos nos divertir.

Antes da chegada da televisão, em meados da década de 1970, o dia-a-dia da minha cidade era mais interessante. E se falo da televisão é porque até a chegada desse aparelhoos moradores compartilhavam nas janelas, praças e calçadas suas angústias, alegrias e conhecimento com muito mais intensidade.

De repente, o telefone tocou e voltei aos dias atuais. Lembrei-me de que estou no século XXI. Vejo ônibus, carros de luxo, internet, televisão colorida, previsão de tempo na TV, queimadas, rios secando, árvores tombando, o ar sujo, o vento sem frescor, a fome na periferia.

Também vejo um pouco de amor, solidariedade, homens que se respeitam e se ajudam.

Estou hoje com 51 anos e sempre me lembrarei da minha cidadezinha, que ficou "lá onde o vento faz a curva", e contagia a todos, já que nem tudo está perdido.



(Texto escrito com base na entrevista realizada com dona Edileuza Soares, 57 anos, moradora da cidade de Cruzeiro do Sul - Acre)



Professora: ANA LIMA CORDEIRO GOMES Escola: SÃO JOSÉ

Cidade: CRUZEIRO DO SUL - AC



Olá, formadores da OLP!

A oficina de formação para os professores da rede estadual de ensino aqui em plácido de castro acontecerá nos dias 21,22 e 23 de outubro e a de vocês? Pelo amor de DEUS alguém dê sinal de vida neste blog!!!.Fity, li a sua história do Chapeuzinho Vermelho e fiquei com uma dúvida: a dita cuja tinha os cabelos negros ou loiros??Beijos para todos. Valmira-Plácido de castro.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

olá pessoal da OLP

Pessoal,vocês não fazem idéia da dificuldade que foi para postar essa singela mensagem!!!Precisei recorrer aos universitários pedindo socorro.Gostaria de dizer que já fiz o planejamento das 5 fichas para as oficinas.E vocês?Vamos trocar sugestões!Um grande abraço a todos.PS:Fity,meu grande amigo e irmão camarada, muito,muito obrigada por atender meu pedido de SOS.Valmira-Plácido de Castro.

A História de Chapeuzinho Vermelho.

Era uma vez, numa pequena cidade às margens da floresta, uma menina de olhos negros e negros cabelos cacheados, tão graciosa quanto valiosa.Um dia, com um retalho de tecido vermelho, sua mãe costurou para ela uma curta capa com capuz; ficou uma belezinha, combinando muito bem com os cabelos louros e os olhos negros da menina. Daquele dia em diante, a menina não quis mais saber de vestir outra roupa, senão aquela e, com o tempo, os moradores da vila passaram a chamá-la de “Chapeuzinho Vermelho”. Além da mãe, Chapeuzinho Vermelho não tinha outros parentes, a não ser uma avó bem velhinha, que nem conseguia mais sair de casa. Morava numa casinha, no interior da mata. De vez em quando ia lá visitá-la com sua mãe, e sempre levavam alguns mantimentos.Um dia, a mãe da menina preparou algumas broas das quais a avó gostava muito mas, quando acabou de assar os quitutes, estava tão cansada que não tinha mais ânimo para andar pela floresta e levá-las para a velhinha. Então, chamou a filha: — Chapeuzinho Vermelho, vá levar estas broinhas para a vovó, ela gostará muito. Disseram-me que há alguns dias ela não passa bem e, com certeza, não tem vontade de cozinhar. — Vou agora mesmo, mamãe. — Tome cuidado, não pare para conversar com ninguém e vá direitinho, sem desviar do caminho certo. Há muitos perigos na floresta! — Tomarei cuidado, mamãe, não se preocupe. A mãe arrumou as broas em um cesto e colocou também um pote de geléia e um tablete de manteiga. A vovó gostava de comer as broinhas com manteiga fresquinha e geléia. Chapeuzinho Vermelho pegou o cesto e foi embora. A mata era cerrada e escura. No meio das árvores somente se ouvia o chilrear de alguns pássaros e, ao longe, o ruído dos machados dos lenhadores. A menina ia por uma trilha quando, de repente, apareceu-lhe na frente um lobo enorme, de pêlo escuro e olhos brilhantes. Olhando para aquela linda menina, o lobo pensou que ela devia ser macia e saborosa. Queria mesmo devorá-la num bocado só. Mas não teve coragem, temendo os cortadores de lenha que poderiam ouvir os gritos da vítima. Por isso, decidiu usar de astúcia. — Bom dia, linda menina — disse com voz doce. — Bom dia — respondeu Chapeuzinho Vermelho. — Qual é seu nome? — Chapeuzinho Vermelho. — Um nome bem certinho para você. Mas diga-me, Chapeuzinho Vermelho, onde está indo assim tão só? — Vou visitar minha avó, que não está muito bem de saúde. — Muito bem! E onde mora sua avó? — Mais além, no interior da mata. — Explique melhor, Chapeuzinho Vermelho. — Numa casinha com as venezianas verdes, logo após o velho engenho de açúcar. O lobo teve uma idéia e propôs: — Gostaria de ir também visitar sua avó doente. Vamos fazer uma aposta, para ver quem chega primeiro. Eu irei por aquele atalho lá abaixo, e você poderá seguir por este. Chapeuzinho Vermelho aceitou a proposta. — Um, dois, três, e já! — gritou o lobo. Conhecendo a floresta tão bem quanto seu nariz, o lobo escolhera para ele o trajeto mais breve, e não demorou muito para alcançar a casinha da vovó. Bateu à porta o mais delicadamente possível, com suas enormes patas. — Quem é? — perguntou a avó. O lobo fez uma vozinha doce, doce, para responder: — Sou eu, sua netinha, vovó. Trago broas feitas em casa, um vidro de geléia e manteiga fresca. A boa velhinha, que ainda estava deitada, respondeu: — Puxe a tranca, e a porta se abrirá. O lobo entrou, chegou ao meio do quarto com um só pulo e devorou a pobre vovozinha, antes que ela pudesse gritar. Em seguida, fechou a porta. Enfiou-se embaixo das cobertas e ficou à espera de Chapeuzinho Vermelho. A essa altura, Chapeuzinho Vermelho já tinha esquecido do lobo e da aposta sobre quem chegaria primeiro. Ia andando devagar pelo atalho, parando aqui e acolá: ora era atraída por uma árvore carregada de pitangas, ora ficava observando o vôo de uma borboleta, ou ainda um ágil esquilo. Parou um pouco para colher um maço de flores do campo, encantou-se a observar uma procissão de formigas e correu atrás de uma joaninha. Finalmente, chegou à casa da vovó e bateu de leve na porta. — Quem está aí? — perguntou o lobo, esquecendo de disfarçar a voz. Chapeuzinho Vermelho se espantou um pouco com a voz rouca, mas pensou que fosse porque a vovó ainda estava gripada. — É Chapeuzinho Vermelho, sua netinha. Estou trazendo broinhas, um pote de geléia e manteiga bem fresquinha! Mas aí o lobo se lembrou de afinar a voz cavernosa antes de responder: — Puxe o trinco, e a porta se abrirá. — Chapeuzinho Vermelho puxou o trinco e abriu a porta. O lobo estava escondido, embaixo das cobertas, só deixando aparecer a touca que a vovó usava para dormir. Coloque as broinhas, a geléia e a manteiga no armário, minha querida netinha, e venha aqui até a minha cama. Tenho muito frio, e você me ajudará a me aquecer um pouquinho. Chapeuzinho Vermelho obedeceu e se enfiou embaixo das cobertas. Mas estranhou o aspecto da avó. Antes de tudo, estava muito peluda! Seria efeito da doença? E foi reparando: — Oh, vovozinha, que braços longos você tem! — São para abraçá-la melhor, minha querida menina! — Oh, vovozinha, que olhos grandes você tem! — São para enxergar também no escuro, minha menina! — Oh, vovozinha, que orelhas compridas você tem! — São para ouvir tudo, queridinha! — Oh, vovozinha, que boca enorme você tem! — É para engolir você melhor!!! Assim dizendo, o lobo mau deu um pulo e, num movimento só, comeu a pobre Chapeuzinho Vermelho. — Agora estou realmente satisfeito — resmungou o lobo. Estou até com vontade de tirar uma soneca, antes de retomar meu caminho. Voltou a se enfiar embaixo das cobertas, bem quentinho. Fechou os olhos e, depois de alguns minutos, já roncava. E como roncava! Uma britadeira teria feito menos barulho. Algumas horas mais tarde, um caçador passou em frente à casa da vovó, ouviu o barulho e pensou: “Olha só como a velhinha ronca! Estará passando mal!? Vou dar uma espiada.” Abriu a porta, chegou perto da cama e… quem ele viu? O lobo, que dormia como uma pedra, com uma enorme barriga parecendo um grande balão! O caçador ficou bem satisfeito. Há muito tempo estava procurando esse lobo, que já matara muitas ovelhas e cabritinhos. — Afinal você está aqui, velho malandro! Sua carreira terminou. Já vai ver! Enfiou os cartuchos na espingarda e estava pronto para atirar, mas então lhe pareceu que a barriga do lobo estava se mexendo e pensou: “Aposto que este danado comeu a vovó, sem nem ter o trabalho de mastigá-la! Se foi isso, talvez eu ainda possa ajudar!”. Guardou a espingarda, pegou a tesoura e, bem devagar, bem de leve, começou a cortar a barriga do lobo ainda adormecido. Na primeira tesourada, apareceu um pedaço de pano vermelho, na segunda, uma cabecinha loura, na terceira, Chapeuzinho Vermelho pulou fora. — Obrigada, senhor caçador, agradeço muito por ter me libertado. Estava tão apertado lá dentro, e tão escuro… Faça outro pequeno corte, por favor, assim poderá libertar minha avó, que o lobo comeu antes de mim. O caçador recomeçou seu trabalho com a tesoura, e da barriga do lobo saiu também a vovó, um pouco estonteada, meio sufocada, mas viva. — E agora? — perguntou o caçador. — Temos de castigar esse bicho como ele merece! Chapeuzinho Vermelho foi correndo até a beira do córrego e apanhou uma grande quantidade de pedras redondas e lisas. Entregou-as ao caçador que arrumou tudo bem direitinho, dentro da barriga do lobo, antes de costurar os cortes que havia feito. Em seguida, os três saíram da casa, se esconderam entre as árvores e aguardaram. Mais tarde, o lobo acordou com um peso estranho no estômago. Teria sido indigesta a vovó? Pulou da cama e foi beber água no córrego, mas as pedras pesavam tanto que, quando se abaixou, ele caiu na água e ficou preso no fundo do córrego. O caçador foi embora contente e a vovó comeu com gosto as broinhas. Chapeuzinho Vermelho prometeu a si mesma nunca mais esquecer os conselhos da mamãe: “Não pare para conversar com ninguém, e vá em frente pelo seu — caminho”.

Elenco
Este trabalho está no you tube, é só procurar Teatralizando com a Melhor Idade.
Fittipaldy.